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Brilho ou Clarão no (do) crepúsculo? 13 13UTC dezembro 13UTC 2009

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Instado a falar sobre “um filme da minha vida” lembrei de um filme pouco falado que ao assistir numa madrugada “global” foi traduzido como “O Último Clarão do Crespúsculo” e assim sempre lembrei deste filme. Num dia qualquer da década de 1990 gravei em VHS após mais uma exibição “global”. Na verdade, o título em inglês é Twilight’s Last Gleaming e é encontrado disponível com o título O Último Brilho do Crepúsculo. Há casos em que o “do” é substituído pelo “no”. Mas problemas de tradução a parte vamos ao “movie” que teima em “queimar meus neurônios” quando estes já estão degradados. O filme é um suspense estrelado por Burt Lancaster e com direção de Robert Aldrich, sobre um general que toma um silo de mísseis de ogivas nucleares (Silo 3) e ameaça lançá-los se o presidente dos EUA não fizer uma revelação pública sobre os objetivos secretos da guerra.

O general Lawrence Dell, interpretado por Burt Lancaster é marcado por suas experiências como prisioneiro da Guerra do Vietnã conflito que ele sempre se mostrou crítico e contrário. Dell, que se envolveu num homicídio culposo, é vítima de uma “armação” do exército que fez com que ele pegasse 30 anos por homicídio doloso, o que na prática seria uma prisão perpétua, assim ficariam livres dele de um sujeito crítico em seu meio. Lawrence Dell foge junto com mais três companheiros. Eles acabam detendo os seguranças que iam para o “Silo 3″, perto de Montana, onde estão nove mísseis cheios de ogivas nucleares. Usando a identidade deles, Dell e seus camaradas assumem o controle da sala de lançamento. Dell jura disparar os mísseis a menos que o presidente dos Estados Unidos David Stevens (Charles Durning) não cumprir algumas exigências, sendo que a mais difícil de ser atendida é que o presidente faça uma declaração em cadeia nacional, dizendo que os americanos foram enganados sobre a guerra do Vietnã e quais são os verdadeiras razões do conflito.

É um filme intrigante, tenso e emocionante que ousa em época distante (1977) questionar a política externa dos EUA e mostrar tanto a fragilidade dos seres humanos como as entranhas do Poder. Aldrich deve ter pagado caro com tanta pretensão de apenas alguns anos após a divulgação dos papéis do Pentágono exigir que um presidente dos EUA pedisse desculpas pela Guerra ou os verdadeiros motivos dela… Ainda maos sobr eo efeito de um ato de “terrorismo”! Todos os elementos e traumas de uma pós Guerra está ali em cada cena do filme.

Se Jerry Goldsmith tivesse caprichado mais na trilha sonora….

Apesar do título do filme ser retirado do Hino Nacional Americano, sempre acreditei que o título do filme tinha a ver somente com a possibilidade (ou não) de uma Terceira Guerra Mundial mas ao refletir mais detalhadamente sobre a história e lembrar do Hino americano posso ousar tecer outras relações mais políticas e contundentes. Mas deixo para o leitor concluí-las ao ler o trecho abaixo e assistir ao filme seja ele o brilho ou clarão ou do ou no crepúsculo…

Oh, say, can you see, by the dawn’s early light
What so proudly we hailed at the twilight’s lasted gleaming?
Whose broad stripes and bright stars, through the perilous fight,
O ‘er the ramparts we watched, were so gallantly streaming.
And the rockets` red glare, the bombs bursting in air,
Gave proof through the night that our flag was still there.
Oh, say, does that star-spangled banner yet wave
O’er the land of the free and the home of the brave?

Ó, dizei, podeis ver, na primeira luz do amanhecer
O que saudamos, tão orgulhosamente, no último brilho do crepúsculo?
Cujas amplas faixas e brilhantes estrelas, durante a luta perigosa,
Sobre os baluartes assistimos, ondulando tão imponentemente?
E o clarão vermelho dos foguetes, as bombas estourando no ar,
Deu-nos prova, durante a noite, de que nossa bandeira ainda estava lá.
Ó, dizei, a bandeira estrelada ainda tremula
Sobre a terra dos livres e o lar dos valentes?

Ficha Técnica:
Burt Lancaster (General Lawrence Dell)
Roscoe Lee Browne (James Forrest)
Joseph Cotten (Arthur Renfrew)
Melvyn Douglas (Zachariah Guthrie)
Charles Durning (Presidente David Stevens)
Richard Jaeckel (Towne)
William Marshall (William Klinger)
Lionel Murton (O’Rourke)
Richard Widmark (General Martin MacKenzie)
Paul Winfield (Willis Powell)
Burt Young (Augie Garvas)
Charles Aidman (Bernstein)
Leif Erickson (Ralph Whittaker)
Charles McGraw (General Crane)

Roteiro:
Ronald M. Cohen E Edward Huebsch, Baseado Em Livro De Walter Wager
Estúdio:
Lorimar Productions / Geria Productions / Bavaria Atelier

Distribuição:
Allied Artists Pictures Corporation

Desenho de produção:
Rolf Zehetbauer

Fotografia:
Robert B. Hauser

Produção:
Merv Adelson

Edição:
Michael Luciano, Maury Winetrobe E William Martin

Direção de arte:
Werner Achmann

Figurino:
Thomas S. Dawson

Música:
Jerry Goldsmith

Comunicação e Sociedade do Espetáculo na Cásper 02 e 03/10 4 04UTC setembro 04UTC 2009

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Sentimentos, arrependimentos e alguns momentos… 21 21UTC agosto 21UTC 2009

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Uma pequena nuvem chegou no céu nesta manhã e trouxe chuva. Com a água veio o frio e com ele as natícias da manhã.
De um lado lidas de arrependimento, comoção, de outro lado, lidas de paixão.
Em alguns aparelhos sons de insatisfação. Estamo onde? Quem é quem? Quem está errado?
Namoros e alianças de mais de 30 anos são quebradas, pedidos são esquecidos e leis ignoradas.
Onde estamos?

Perguntas indiscretas: 16 16UTC abril 16UTC 2009

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1. Quem veste a máscara?

2. Quem usa a máscara?

3. Quem é o mascarado?

4. Quem fabrica a máscara?

5. Quem vende a máscara?

6. Quando será a próxima festa dos mascarados?

Comunicado Importante – Recall 16 16UTC abril 16UTC 2009

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O Coletivo dos Eleitores Traídos – CET comunica que estão sendo convocados todos os políticos eleitos nas últimas eleições para que sejam tomadas medidas que sanem a memória dos eleitos e que minimizem os danos ocasionados aos eleitores que estão sendo usados ou daquele que porventura possa ser enganado num periodo próximo.

Solicita-se o comparecimento com urgência em qualquer posto autorizado. Caso contrário, estes políticos correm o sérios risco de serem desativados pela memória do eleitor e destruido sem possibilidade de reciclagem.

Infomamos que o recall se dará da seguinte forma:

1. Os políticos que possuírem o número de série avariado será convidado a uma sessão de reavaliação seguida por um choque de memória seletiva: deverá lembrar de todas as promessas efetuadas no periodo da campanha e de todos os compromissos assumidos anteriormente. Só será validado o número de série se o político cumprir com o prometido.

2. Os casos considerados de risco médio deverão reestabelecer seus contatos com a base imediatamente. Caso contráriocorre o sério risco de ser esquecido definitivamente da memória do eleitor. Informamos que instalamos no cabeçote dos eleitores um mecanismo de deletação automática de políticos com defeitos. Nestes casos estará vetada a reeleição….

3. Os casos mais graves nem uma CPI – Comissão Protelatória Indiscriminada – resolverá. Solicita-se o arquivo de suas peças.

4. Alguns elementos com número de série rasgado ou com defeitos sua imagem poderá – sempre com a anuência do CET – passar por uma bateria de testes de realinhamento ideológico e verificação da fidelidade partidária.

5. Em alguns casos serão necessários a instalação de um mecanismo de rastreamento que acionará sempre que o elemento ultrapassar os limites estabelecidos pelo eleitor. Este mecanismo substituirá o tradicional sistema de alarme que foi fraudade. Lembramos que o simples acionamento deste dispositivo pode provocar a sua renúncia o que inviabiliza qualquer tentativa imediata de correção.

6. Lembramos a todos os eleitores que a troca definitiva de todos os políticos só poderá ser efetuada na próxima eleição. Convenhamos, isto pode ser tarde demais…

7. Em caso de suspeita, informe o CET pelo número de candidatura do acusado. A impugnação só poderá ser realizada por técnicos experimentados, já calibrados e cientes de que não há mais confiabilidade no produto.

Assinado

Coletivo dos Eleitores Traidos – CET

Veteranas de Guerra 7 07UTC março 07UTC 2009

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Gilberto da Silva
publicado em 03/03/2009
Lembro-me dos tempos da militância política… Havia uma mulher beirando seus 50 anos. Frequentava eventualmente, assim como suas filhas, nossas reuniões políticas e nossas festas. Bela em sua simplicidade, sorria sempre e exalava simpatia. Tinha um caso com um amigo nosso, também militante, boêmio, daqueles operários que não deixavam nada sem experimentar…

A bela mulher, morena, de corpo bonito, tinha duas filhas e se não estou enganado, não tinha marido. Falta-me mais memória no momento.

Certo dia, ao realizar meu trajeto para meu local de trabalho, a tradicional USP – Universidade de São Paulo, onde humildemente prestava meus serviços como técnico de laboratório, encontrei a morena circulando alegremente pela Avenida Waldemar Ferreira em busca de clientes. O local era é é tradicionalmente conhecido por ser uma zona livre de prostituição de mulheres e travestis.

Passado o choque inicial procurei conversar posteriormente com algumas “coroas” que prestavam tal serviço. Todas alegavam que prestavam tal serviço com mais carinho dos que as mais jovens. Mais amor, menos dinheiro…. Prostitutas muito, mais muito mesmo, maiores de idade! Maldito é o dinheiro que você não ganha, poderia protestar uma vovó liberada!

Precisei ir enfrente na busca de uma resposta que poderia explicar como uma avó de algum amigo meu pudesse prestar serviços sexuais em avenidas e praças da cidade. Naquela época ainda não havia os celulares, nem a internet, mas já encontrávamos alguns anúncios de “coroas liberadas” em jornais mais populares.

Um dia encontrei a morena na vila em que morava. Com vontade de passar a história a limpo, criei coragem e a convidei para tomar uma cerveja num boteco da esquina. Entre um gole e outro pedi que a “coroa” explicasse como conciliava esta vida. Ela então soltou o verbo e eu a verba da cerveja (apenas). Alegou que com o dinheiro que ganhava na prostituição conseguia dar comida e educação as suas duas filhas (que foram todas bem criadas, casaram e deram muitos netos para a morena). Puta não precisava ter cara de puta. E ela considerava um dinheiro digno, não roubava e não matava para ganhar seu pão. Ia prá rua pra não faltar o pão na mesa de suas filhas.

Criado na boa educação e forjado nas idéias feministas da esquerda (lições que mal aprendi) relutava em aceitar tais argumentos. Para mim era pura semvergonhice. Não entendia que rugas podia combinar com tesão. Mas entendia que na mesa de filhos não podia faltar pão…

Sei até hoje que a prostituição provoca debates calorosos (risos) mais calorosos ainda se for acima de 40…  na busca de dinheiro ou na fuga da solidão muitas amigas da morena também já tinham passado dos 40 e não faltavam clientes. Passado tanto tempo, não sei que fim a velha puta levou.

Hoje ao lembrar deste fato corri na internet e li um anúncio interessante em um sitio portugues: “Duas amigas (c/39 e 40 anos, com apartamento privado, na zona de Sintra.
Oferecem seu convivio intímo a casais (bi), Damas e Cavalheiros que procuram selectividade, onde tudo acontece, com a devida segurança. Damos máxima descrição e sigilio. Chamadas anônimas não atendemos. Lembrança a combinar.”   Morri de rir na primeira leitura. Depois do riso passei a refletir. Comemoramos no próximo 8 de março o Dia Internacional da Mulher. Temos muito pra comemorar?????

Corri então atrás de uma curta chamado 69 – Praça da Luz documentário da dupla Carolina Markowicz, Joana Galvão que aaborda a história de prostitutas com idade avançada que ganham a vida na Praça da Luz, em São Paulo.  Quem não tem preconceito e nem puritanismo, pode ver um trecho em http://www.portacurtas.com.br/pop_160.asp?cod=5676&Exib=5937

No fundo todas tem história de abandono, de abuso sexual na infância, padrasto, madrasta, casamentos arruinados…. Você, leitor, deve conhecer inúmeras situações assim. Então, melhor refletir, antes de acusar.

Hello world! 7 07UTC março 07UTC 2009

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